Poucos países produzem tanto alimento quanto o Brasil. A expectativa era de que o Valor Bruto da Produção agropecuária (VBP) chegasse a um recorde de R$ 1,173 trilhão em 2021, e esse protagonismo no campo não é novidade. Os incentivos constantes ao cultivo de milho, soja, laranja, cana-de-açúcar e outros itens básicos da mesa do brasileiro vieram acompanhados de um efeito colateral: o aumento do uso de inseticidas para controlar os insetos que atacam as lavouras e os grãos. Nesse contexto, uma molécula em especial passou a gerar debate: o fipronil.
Como o fipronil age
O fipronil é um inseticida de amplo espectro, ou seja, atua sobre muitas espécies de insetos. Ele compromete o sistema nervoso central do inseto, provocando uma superexcitação de músculos e nervos que leva o animal à morte.
Uma característica importante é a ação lenta. Como o inseto contaminado não morre imediatamente, ele tem tempo de voltar ao ninho e levar o produto para o restante da colônia. É por isso que o fipronil é muito usado em iscas, com eficácia de 95% contra baratas, formigas e até vespas.
Onde começa a polêmica
O mesmo amplo espectro que torna o fipronil eficiente também é a raiz do problema. A substância pode atingir organismos que não são o alvo do controle e afetar o ecossistema como um todo. Entre os grupos mais prejudicados estão as abelhas.
Segundo Matheus Valério, gerente de desenvolvimento de novos negócios em controle de pragas urbanas na Detecta, o fipronil é uma molécula excelente para combater pragas, mas estudos mais recentes mostraram que ela também atinge insetos que não deveriam ser foco da dedetização, como as abelhas.
O caminho da contaminação ajuda a entender o risco. Quando a planta é pulverizada, suas folhas absorvem o fipronil e o composto chega à seiva. Ao coletar o néctar das flores dessas plantas, as abelhas acabam levando a substância tóxica para dentro da colmeia, afetando toda a colônia.
Por que proteger as abelhas é uma questão econômica
Preservar as abelhas não é só uma escolha ecologicamente correta. Esses insetos têm papel fundamental na polinização, etapa essencial para a produção de boa parte dos alimentos. Eliminá-las sem critério pode resultar em grandes perdas, colheitas de baixa qualidade e grãos de qualidade questionável.
O tema ganha ainda mais peso quando se lembra que o Brasil já enfrenta perdas importantes na cadeia de grãos. Em 2019, uma estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calculou que o país deixa de aproveitar cerca de R$ 2 bilhões em grãos a cada safra, prejuízo ligado em grande parte às falhas no armazenamento. Somar a isso danos à polinização natural seria agravar um problema que já é grande.
Equilíbrio entre eficiência e responsabilidade
A discussão sobre o fipronil mostra que, no controle de pragas, não basta escolher o produto que mata mais insetos. É preciso considerar onde ele será aplicado, como será aplicado e quais organismos podem ser atingidos no caminho. Técnica, dosagem correta e escolha criteriosa do método fazem toda a diferença entre um controle eficiente e um dano ambiental.
O compromisso da Detecta
A Detecta acompanha de perto debates atuais e relevantes como esse. Por isso, trabalha com produtos modernos e eficientes, sempre com respeito ao equilíbrio ambiental. Com 35 anos de experiência como rede, a unidade de Pedreira atende residências, empresas e indústrias também em Amparo, Jaguariúna, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Lindóia, Águas de Lindóia, Socorro e Aguaí.
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