Para quem planta, beneficia ou vende grãos, o trabalho não termina quando a colheita sai do campo. Produtores do agronegócio, cooperativas, cerealistas e grandes redes de varejo sabem que boa parte da qualidade do arroz, do feijão, do milho ou da soja que chega ao consumidor depende do que acontece depois da lavoura: no armazém, no silo e no transporte.
A armazenagem é um conjunto de etapas que inclui limpeza, secagem, tratamento fitossanitário, transporte e classificação. Quando bem executadas, essas etapas mantêm os grãos com baixa umidade e livres de pragas, fungos e bactérias. Somada à escolha de locais apropriados para a estocagem, essa rotina consegue preservar as características do produto por bastante tempo.
Investir em boas práticas de armazenagem traz dois ganhos principais. O primeiro é evitar a perda de mercadoria, que pesa no caixa de produtores e fornecedores. O segundo é proteger a reputação da marca diante do consumidor final. Não é raro encontrar reclamações em sites como o Reclame Aqui de pessoas que perceberam um cheiro estranho ao cozinhar um simples arroz em casa. Um único episódio desses pode arranhar a imagem de uma empresa construída ao longo de anos.
Mas as pragas de grãos são muito mais do que um aborrecimento para o consumidor. Elas representam um risco à saúde pública e uma ameaça para toda a cadeia de alimentos: indústrias alimentícias, bares, cafés, restaurantes, supermercados, comércios de alimentos, fábricas, armazéns e silos.
Perdas que chegam a bilhões de reais
É justamente no armazenamento que os problemas costumam começar. Os grãos chegam do campo com impurezas e umidade elevada e, sem medidas preventivas, a situação rapidamente sai do controle. Depois que os insetos se instalam, os danos ao produto são praticamente irreversíveis.
A lista de itens atacados por esses insetos, e também por outras pragas urbanas, como baratas e ratos, é extensa: sementes, cereais como arroz, feijão e milho, farinhas e farelos, chocolate em pó e em barra, frutas desidratadas e até tabaco. E o problema não se limita ao meio rural: aparece também em áreas urbanas e dentro de casa.
Na cadeia produtiva, o prejuízo vai além da imagem e se traduz em números concretos. Em 2015, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) estimava perdas médias de cerca de 10% de tudo o que era produzido por ano. No mesmo ano, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontava que as perdas poderiam passar de 15%.
Em 2019, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) converteu essas perdas em valores: em uma única safra, o país deixa de aproveitar aproximadamente R$ 2 bilhões em grãos, prejuízo ligado em grande parte às falhas no armazenamento.
As pragas de grãos mais comuns
Gorgulho ou caruncho (Sitophilus zeamais)
De coloração castanho-escura, o gorgulho prefere arroz, aveia, cevada, milho, soja e trigo. A fêmea deposita os ovos dentro do próprio grão, o que faz com que a larva se desenvolva protegida e o dano só seja percebido quando o produto já está comprometido.
Traça dos cereais (Sitotroga cerealella)
Essa praga começa a atacar ainda na lavoura e pode infestar trigo, arroz, milho, cevada e outros cereais. Suas larvas penetram no grão e se alimentam da parte interna, esvaziando o produto por dentro.
Como a Detecta ajuda a proteger seus grãos
O primeiro passo para resolver uma infestação é identificar e eliminar a fonte do problema, e a Detecta conta com equipe especializada para isso. O controle químico é o método mais usado para combater os insetos que se instalam nas sacarias de alimentos.
Esse trabalho é feito com respeito ao equilíbrio ambiental. Por isso, a Detecta adota o uso de ozônio (O3), a forma triatômica do oxigênio (O2), e de gás carbônico (CO2), elementos capazes de eliminar com segurança as pragas de grãos.
A unidade de Pedreira, que faz parte de uma rede com 35 anos de experiência, atende armazéns, cerealistas, comércios e indústrias em Pedreira, Amparo, Jaguariúna, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Aguaí e demais cidades da região.
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